Apaixonar-se é um erro

Sempre escutei pessoas dizendo aqui e acolá que amar é um erro, e achava isso uma das coisas mais absurdas. Como que o amor, a paixão, um sentimento que só trás coisas boas pode ser ruim?

Mas esse é o tipo de coisa que a gente só entende vivendo mesmo.

O amor

O amor é um tipo de sentimento interessante. Se pararmos para analisar, vamos perceber que gostamos de muitas coisas – nos identificamos com elas, mas são poucas as que tem um cantinho especial dentro da gente. Isso vale tanto para pessoas como para coisas em geral.

Alguns comentam que uma pessoa sem amor é semelhante ao “boneco de lata” do Mágico de Oz, sem sentimento e solitário. Dizem que um(a) empresário(a) sempre deve ter um companheiro(a) na vida para compartilhar os momentos da vida. Que o amor é fundamental para o sucesso.

E aí eu fico confuso: o amor é ou não ruim? Isso é dor de cotovelo de quem teve decepções na vida por conta do amor ou romantismo demais de quem está cego com a realidade?

Vidas pessoais à parte, vamos falar de negócios (porque esse é o intuito do blog, e de longe sou conselheiro amoroso – risos), vamos falar sobre o tipo de amor com a sua empresa e seus projetos.

O amor nos negócios

Quando vemos empreendedores por aí, conseguimos claramente perceber quem é apaixonado pelo seu negócio e quem não é. As diferenças são gritantes, desde a forma como trata as pessoas envolvidas no processo até a forma como lida com as tensões da rotina empresarial. E é sobre esse último ponto que quero focar.

Sempre fui o tipo de pessoa que quando se apaixona por algo se dedica por completo e move mundos e fundos se preciso. E na minha empresa não foi diferente. No entanto, me pergunto até que ponto isso é saudável nos negócios.

O amor é um sentimento maravilhoso, mas que nos deixa vulneráveis. Sim! O amor nos faz abrir áreas que existem dentro de nós que poucas pessoas já tiveram acesso, uma área em que você está expondo suas qualidades e defeitos sem nem perceber. E às vezes mostrar os seus defeitos no mundo dos negócios não é tão bom assim.

Não falo de se maquiar para o mercado, fingindo ser um tipo de pessoas ou empresa que não é. Mas falo de que quando você trabalha de forma completamente apaixonada por aquilo, pode acabar dando um tiro no próprio pé sem perceber. Para isso que existe a Análise SWOT, para analisarmos os nossos pontos fortes, fracos, ameaças e oportunidades.

O amor na tomada de decisão

No entanto, essa vulnerabilidade de mostrar que você é um ser humanos com defeitos, nem vejo como um problema de fato, afinal não somos robôs. A maior questão que me preocupa é estar tão apaixonado a ponto de ficar cego e acabar metendo os pés pelas mãos em decisões, principalmente as decisões que precisam ser tomadas rápidas e sob pressão.

O amor pode enganar e nos fazer agir de forma errada sem nem percebermos, simplesmente por conta do calor do momento e da empolgação. Não é à toa que muitos empreendedores apaixonados pelo que fazem cometem mais erros que o normal (não me baseei em pesquisa nenhuma, apenas na minha observação pessoal por aí). Eu mesmo fui um deles e já cometi erros por conta de estar extremamente apaixonado pelo meu negócio.

E em momentos desse tipo a gente confessa para nós mesmos que apaixonar-se foi um erro (típico de quando a gente se apaixona por alguém e o relacionamento não dá certo – hahaha). Mas será mesmo que foi um erro?

Depois de refletir muito sobre essa questão eu me lembrei novamente de Olivia Pope (para entender, leia esse texto aqui), e como ela é apaixonada pelo que faz. Mas……. Ela não deixa que o sentimento afete o seu trabalho. E esse deve ser nossa postura nos negócios.

Enquanto empreendedores somos apaixonados pelo nosso projeto, fazemos tudo o que está ao nosso alcance – e até o que não está – para conseguir realiza-lo. Porém, é preciso estabelecermos uma postura de empresário – meio sangue de jacaré – para tomar certas decisões e atingir os resultados que nós, enquanto empreendedores, sonhamos.

Amar ou não amar? Eis a questão?

Amar sim, ser inocente e deixar os sentimentos se sobressaírem nas suas decisões empresariais, não. Razão e emoção devem andar juntas, afinal não temos um cérebro à toa, não é? 😉

Comenta aí o seu ponto de vista sobre o assunto e se isso já te afetou de alguma forma.

Até a próxima!

Imagem: Jorge Wanderley

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