O dia em que estive na rádio

Confesso que sempre tive uma vontadezinha de participar de um programa de rádio. Acho muito legal o formato dinâmico das conversas nessa mídia (não é à toa que curto ouvir podcasts – a rádio do século XXI).

Minha história com o rádio começou há muitos anos atrás (1999 e 2000), quando eu tinha uns 7-8anos e ainda morava em Campos dos Goytacazes (RJ). Na época meu pai foi convidado para apresentar um programa de rádio numa estação local. Era uma rádio cristã independente e com recursos bem precários (ex: o estúdio da rádio era na casa da mãe de um dos proprietários – risos). Não lembro a frequência do programa que ele apresentava, mas nunca esqueço da primeira vez em que ouvi a voz dele saindo pelo aparelho de som lá de casa. Foi uma sensação tão estranha saber de quem era a voz e perceber que existem mais centenas ou milhares de outras pessoas ouvindo o seu pai também.

Cheguei a visitar ele algumas vezes na estação, que não devia ter mais do que 4m², mas que pra mim – criança – parecia um universo paralelo à realidade, onde bastava apertar um botão e a cidade inteira podia te escutar. E foi lá, em um programa especial, que minha vida mudou com relação ao rádio.

Meu primeiro programa

Estava chegando perto do Dia das Crianças e meu pai, vendo o quanto eu ficava animado em ir pra rádio com ele, decidiu me convidar para fazer um programa diferente. Foi meu primeiro convite para falar na rádio! Simplesmente pirei.

Como o programa dele falava sobre música, a pauta desse dia foi focada em música para crianças. Basicamente ele me entrevistou e contei sobre as principais músicas que eu gostava de ouvir e qual era o CD que havia ganho de Dia das Crianças (meu primeiro CD, diga-se de passagem – porque na época o mundo ainda era dominado pelas fitas cassete).

Curti tanto a experiência que na 7ª série ainda tentei fazer um projeto para criar uma rádio dentro da escola em que estudava. A ideia era fazer um programa que seria transmitido na hora do intervalo. Infelizmente, depois de imprimir quase 100 folhas de artigos da internet falando sobre o assunto, acabou não dando certo.

Meu segundo programa

Quase 16 anos depois da minha primeira participação, estou eu, viajando em mais um Startup Weekend – Edição Cajazeiras 2016, e recebo uma ligação de uma moça querendo falar comigo sobre participar um programa na Rádio CBN João Pessoa falando sobre negócios inovadores e como transformar ideias em negócios. Fiquei super animado com o convite e topei na hora. No entanto, mais do que empolgado com a participação na CBN, eu estava animado porque aquilo remetia à uma paixão antiga que tinha, mas que a vida vai fazendo a gente esquecer com tempo (coisas da vida adulta).

No fim das contas, fui para o programa, tivemos um bate-papo super legal, e ainda tive o momento de responder aos ouvintes que mandavam perguntas (experiência completa – risos). O programa está na internet para quem quiser ouvir, basta clicar aqui.

Meses depois, para minha surpresa, recebo novamente o convite da mesma rádio para falar  sobre empreendedorismo jovem, crise no mercado brasileiro e apoio dos pais quando decidimos empreender (escute o programa aqui). Que mais uma vez foi super divertido.

Meu sonho de criança

Mas esse textão todo não foi só para falar da minha experiência na rádio, mas para mostrar que sonhos de criança não significam algo impossível. Temos a premissa de achar sempre inalcançáveis o sonho dos pequenos: ser um astronauta, falar em um programa de rádio, viajar o mundo ou ter um parque de diversões. Só que não é tão inalcançável assim.

Gosto de ter o hábito de colocar em uma lista todas as coisas loucas e legais que gostaria de fazer e tentar trabalhar para conseguir realizá-las. Quem sabe o que a vida nos espera daqui há 15 anos? Ou em menos tempo, daqui há 6 meses.

Comenta aí se você já teve alguma experiência assim de realizar algum sonho de criança, que de alguma forma virou parte da sua carreira ou do seu estilo de vida profissional.

Continue sonhando e até o próximo post!

Imagem: Jorge Wanderley

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